Todxs nós precisamos entender sobre interseccionalidade!


Todxs nós (principalmente feministas), precisamos entender sobre interseccionalidade, e refletir isso é prática para todos os momentos da nossa vida.

Principalmente pelas especificidades das mulheres negras, que passam por questões de gênero que estrutura poderes, do racismo que estrutura poderes também e produzindo uma série de violências sobre os seus corpos e cotidiano e a maioria delas passam pela questão econômica que a excluem de uma séries de oportunidades/acessos e a manutenção básica para uma vida de qualidade!

Pois é migues, Interseccionalidade é uma ferramenta para se pensar e indicar uma inseparabilidade entre raça, gênero e classe, e/ou mais formas de opressão. Esse termo interseccionalidade (teoria analitica oferecida pelas feministas negras) foi cunhado conceitualmente pela jurista estadunidense Kimberle Crenshaw, ela enquanto professora da teoria crítica de raça vai nos dizer:

A discriminação racial e de gênero procuram por mulheres na intersecção e as compactam e impactam diretamente. Alguns exemplos são óbvios. As violências raciais e a étnica contra as mulheres são exemplos de discriminação contra grupos específicos. No contexto dos direitos humanos, todos sabemos o que ocorreu na Bósnia e em Ruanda, onde as mulheres de um determinado grupo étnico foram alvos de violência racial e étnica. Elas foram estupradas e passaram por violências racialmente codificadas. Em todos esses casos, frequentemente, havia uma propaganda contra essas mulheres antes dos estupros ocorrerem. Por exemplo, a imagem de que as mulheres Tutsi eram sexualmente promíscuas, abertas e fáceis violou seus direitos humanos antes mesmo de elas serem agredidas fisicamente.

(Kimberle Crenschaw, A interseccionalidade na Discriminação de Raça e Gênero, p.12)

Mas queredes, como as mulheres negras acabam se encontrando em uma série de opressões que se cruzam e afetam elas de formas diferentes?

Primeiro pelo machismo e a erotização - que são produtos tanto da sociedade patriarcal e da família monogâmica, características das sociedades européias, quanto do desenvolvimento histórico particular da escravidão no Brasil. Segundo o racismo, fruto da escravidão tal como esta foi levada à cabo nos países latino americanos (em si, diferente do modo como se desenvolveu, por exemplo, nos Estados Unidos). E terceiro a exploração econômica do modo de produção capitalista, que nos países coloniais e que viveram a experiência da escravidão recai em sua maioria na população negra e descendentes de escravizados, na medida em que estes compõe a maior parte das fileiras da classe trabalhadora.

Vamos ficar espertos, nessa interseccionalidade que na maioria das vezes/espaços acaba se desenvolvendo de forma cada vez mais profunda e dolorosa sem notarmos, assim estancando o sangue que corre! Por fim recomendo a leitura abaixo, se possível leiam a coleção amores!

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Somos uma revolução silenciosa empoderando mulheres através de um oráculo de chás

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