Sou sexy mas não sou sua


As mulheres, ao passar dos anos e das épocas, foram adquirindo mais poder sobre elas mesmas e mais conhecimento sobre as coisas que as rodeiam. O movimento feminista, junto com avanços como a pílula anticoncepcional e outras lutas, trouxeram liberdade sexual e empoderamento - graças às deusas. Mas até nisso o machismo se meteu e hoje vemos muitas vezes a liberdade sexual ADQUIRIDA pela mulher ser apropriada pelo machismo numa lógica invertida que mantém um poder patriarcal.

O machismo está tão intrínseco que acaba se apropriando dessa liberdade e se aproveitando da situação, e a gente tem visto algumas reações padrões que são mais nítidos em homens, mas também acontecem com mulheres que replicam o machismo - vamos usar os relacionamentos hétero pra ilustrar, vejam:

Reação padrão número 1 - julgar uma mulher livre como PUTA. De maneira ilustrada, os caras pensam assim: “se ela fala de sexo, gosta de sexo, logo é puta, e quer dar pra mim porque ela dá para todo mundo”.. O cara não chama pra sair, ou pra jantar, ou nada.

Reação padrão número 2 - o cara que quer pegar a mina “feministona” pra provar que ela gosta de homem. Ele pensa assim: “quero ver se é feminista mesmo, quero ver se não quer que eu leve pra jantar, quero ver se vai pagar a conta, quero ver como feminista transa, quero ver se é peluda, vou dar uma lição nela”. É tipo o que rola muito com mina lésbica. Ele chega com um papinho meio desafiador e irônico, e na verdade quer contar para os amigos que pegou a feminista e te dar uma lição de moral.

Reação padrão número 3 - outro comportamento que temos observado é a reação familiar. Quando você começa a se libertar e fazer o que quiser com seu corpo, é bem comum a família não entender nada, eles ficam tentando te encaixar num rótulo: será que ela virou puta, ou virou sapatão, ou está usando drogas? E você começa a escutar coisas “filha, você tem que se cuidar, se dar ao respeito.. Falo porque te amo, porque me preocupo com você”.

Desde sempre, o corpo da mulher é erotizado. Em uma pesquisa realizada na Itália por Carlotta Cogoni, pesquisadora do Departamento de Psicologia e Cognição da Universidade de Trento, na Itália a autora relata que ‘’As mulheres que são objetificadas são desumanizadas - mais associadas a termos animais do que termos humanos-, bem como percebidas como menos morais e inteligentes.”

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