Fazendo as pazes com o sangue menstrual


Em uma conversa com minhas amigas, percebi o quanto falar sobre menstruação é um tabu. Esse papo entre nós me fez pensar: Quando é que o nosso sangue menstrual virou algo nojento? Ele é o único sangue que estar fora do corpo humano não é sinônimo de ferimento ou doença. Ele é um sangue que significa que a mulher está saudável e apta a dar vida. Vamos juntas refletir o por quê você ou uma amiga sua acha a menstruação algo abominável.

Você já percebeu o quanto nós mulheres fomos limitadas desde jovens por simplesmente menstruar? Quem nunca ouviu de alguém que não podia entrar na piscina menstruada? Ou então que não pode deixar o absorvente marcar na calça? Ou então que é etiqueta esconder o absorvente na mala ou no agasalho quando for ao banheiro para não mostrar para os outros que está menstruada. Nós fomos criadas a esconder nossa menstruação, não falar sobre e se sentir culpada por estar sangrando. Isso é o patriarcado, migs! Nos condicionando a ficarmos sempre expostas e vítimas de uma condição que é natural e biologicamente saudável.

O Brasil é composto por 51,7% mulheres. Somos mais de 100 milhões de mulheres fantásticas, mágicas que, pasmem, vão menstruar, menstruam ou já menstruaram no passado! Uma mulher menstrua, em média, 450 vezes durante a sua vida inteira. Como algo que ocorre naturalmente centenas de vezes com milhões de mulheres pode ser negativo? A menstruação somente encerra o ciclo da mulher como uma forma de dizer: “Miga, eu achava que a gente ia ter um bebê, mas tá tudo bem. Eu aproveito e deixo tudo limpinho aqui para o próximo ciclo.”

Não sei quantas de vocês já usaram o coletor menstrual, mas eu indico para todas as minhas amigas. Uma das minhas amigas achou horrorosa a ideia de ver o próprio sangue e lavar o coletor depois de um dia inteiro sangrando, mas depois mudou de ideia conforme foi usando ao longo dos meses. Você fica em contato direto com o seu ciclo: vê a quantidade, cor, cheiro, consistência. Depois de um tempo você consegue entender que certas alterações podem significar que você está mal de saúde e precisa ir numa médica.

Um dos pilares da sociedade patriarcal é a insegurança, medo, desconhecimento e desconforto que a mulher tem com o próprio corpo e sua biologia. Ter nojo do próprio ciclo menstrual é um machismo intrínseco que só te faz mal, miga, tenta se desconstruir disso. Você pode não gostar de menstruar porque odeia cólicas e desconforto, mas você pode apreciar o seu sangue como a mágica que ele é, limpando o seu corpo de dentro para fora, mostrando como somos cíclicas e vinculadas com a natureza no nosso ciclo. Fazer as pazes com o seu sangue é fazer as pazes com o seu corpo!

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