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Rebeca e o reconhecimento das mulheres que vieram antes.

Rebeca Andrade faz história na ginástica artística em Tóquio com a medalha de prata. Ao som de 'Baile de Favela', a atleta de 22 anos brilhou no Centro de Ginástica Ariake, sob aplausos de Simone Biles. Ela emocionou o Brasil inteiro, e principalmente Daiane Santos que não conteve lágrimas ao comentar a prova ao vivo ao lado de Galvão Bueno. Foi lindo!


Daiane disse: "Durante muito tempo as pessoas disseram que não poderiam ter uma ginasta negra, que as pessoas negras não poderiam fazer alguns esportes. E a gente vê hoje a primeira medalha em uma menina negra. Tem uma representatividade muito grande por trás de tudo isso", 


Então, trazemos a reflexão: como não relacionar as duas? Como não relacionar Rebeca a Daiane, Jade, e todas as ginastas que vieram antes? Que já faziam bonito e já são campeãs nos nossos corações? Aliás Rebeca ganhou o apelido de "Daianinha de Guarulhos" em referência a Daiane. Um dia antes da medalha, Daiane destacou a "maturidade mental" de Rebeca, e ficou com a voz embargada ao citar as três cirurgias seguidas no joelho da ginasta, a emoção já estava ali. 


É muito importante o exercício de pensar a sua relação individual com a luta coletiva de todas as mulheres que vieram antes, sua mãe, avós, tias, e também as ativistas, artistas, empreendedoras, cientistas, professoras, e todas mulheres que lutaram para ter voz, pra votar, pra ter seus direitos e oportunidades garantidos: antes de Daiane e de Rebeca, existiu a atleta Aida dos Santos, que em 1964 competiu no salto a altura sem técnico, sem uniforme, sem patrocínios. Uma mulher negra, brasileira, carioca, que começou a trilhar um caminho para que pudesse existir uma Rebeca e uma Daiane. Aida é mãe da que trouxe o ouro em 2008. 


Quem te inspirou? Quem te ajudou? Quem abriu portas pra você? Tanto no ambiente familiar, quanto no coletivo, quem precisou batalhar pra que você chegasse onde chegou?? Foi lindo ver a Rayssa de 13 anos (medalha de prata do skate) honrando a atleta Leticia Bufoni (skatista de 28 que também estava na competição) dizendo como ela lhe apoiou e lhe inspirou. Isso é honrar quem vem antes, é sororidade!


Uma experiência familiar e pessoal:


Na busca de fazer as pazes com minha energia feminina eu descobri a necessidade de honrar minhas ancestrais e de uma forma geral, honrar as mulheres que lutaram antes de nos. Fazer as pazes com a minha mãe em diversos aspectos... Ter compaixão pelas atitudes das minhas avós que eu não entendia.


Nessa jornada, tive que ressignificar a minha relação com a minha mãe, irmã, tias e avós... Precisei reconhecer minha ancestralidade, reconhecer as outras mulheres com sororidade, honra e amor. Existe muita raiva e energia de ódio entre mulheres, é uma consequência do patriarcado: pensa naquelas piadinhas de mau gosto sobre sogras que alimentam uma briga entre sogra e nora. Pensa naquela família que compara as irmãs falando que uma é bonita, porém a outra é inteligente. Pensa a mãe (ou tia, ou irmã, ou chefe) que fica falando pra filha emagrecer, ou casar, ou se limitar.


O sistema patriarcal criou esse ambiente de competição entre mulheres, inclusive dentro de casa. Precisamos começar a fazer as pazes com essas memórias para conseguir de fato amar e ter empatia pelas outras mulheres: a tão desejada sororidade. .


Muitos livros, filósofos e autores creem que essa energia passa de uma geração pra outra, e vamos acumulando feridas ancestrais sistêmicas. Segundo o filósofo Alejandro Jodorosky quando uma mulher engravida de uma menina, a menina já tem formado antes de nascer seus ovócitos de onde saíram milhares de óvulos na sua vida adulta. Esses ovócitos por sua vez tem grande carga genética da sua mãe e da sua avó, mostrando como vc está conectada à força das suas ancestrais.


Dentro do nosso negócio:


Resumindo,  é importante honrar as mulheres que lutaram antes de nós. É exatamente por isso todos nossos blends de chá homenageiam mulheres que fizeram história: teve o chá VIRGINIA, MICHELLE, ELEANOR, FRIDA... honrando Virginia Woolf, Michelle Obama, e Eleanor Roosevelt por exemplo!!!



A verdade é que é prata pra Rebeca, e pra Daiane, e pra Jade, e pra todas que vieram antes, que abriram caminhos, inclusive pras mães, avós, treinadoras, e todo o ecossistema que apoiou essas meninas mulheres. 

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